Pintor
A poesia que traço
já não emassa ou
colore paredes.
É tinta que pinta
asa abstrata
na janela aberta
da linguagens que voa.
Rio
A montanha,
Cospe no elevador líquido
por sobre o leito integral
pedras em passeata:
Abaixo o nível do mar!
Abaixo o nível do mar!
No bar
Pastéis
ao vento
que os carregue.
E a vela murcha suspira:
“Bengala nos olhos
dos outros é laranja!”.
Sim
Suco-te
que te quero
suco.
Grafita aí
A imitação
É a limitação do poema.
E verso e vice.

