A mesma fome que humaniza, me escraviza.
Se pudesse comer o vento ao molho pardo, seria relâmpago a
clarear sofrimentos nos pingos dos is das chuvas e crises torrenciais.
Quero uma bateria solar no estômago revolto de décadas
para me alimentar de sol.
Poder chegar antes das injustiças que estão sendo amoladas na
pré-decaptaçâo daqueles que como eu migalham na esquina.
Na vida dos com-relento só os facões têm tempo e não têm fome.

