
A ponta da faca pontiaguda aguarda meu murro de beco sem janela.
Sou-me essa máquina de lavar trouxa que enxagua direitinho sem gritar.
Parece até justo nesses dias que saio de muro – onde os blocos de Carnaval gostam de mijar – acabar engolindo amargos chicotes.
Sangro sem parar areia pelas pernas da ampulheta, essa porta fechada sem maçaneta.
Sou esse impasse de mágica incapaz de trocar os meus pés suicidas por outros mais confortáveis.
Meus dedos apertados clamam por uma maresia que me assopre pelo celular todas as resposta dos gabaritos mais altos.
Algo na veia que dê para passar raspando pelo Titanic.
Esse iceberg no copo me parece pouco para o porre de litros passageiros de ignorância – que preciso tomar, desde que nasci.
Sou essa química que ainda não consegue se encaixar na tabela periódica.
Sou meio assim: esse indefinitivo de berço.

