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Archive for the ‘Contos’ Category

TRECHO 2 – de um ponto quase-escuro a outro muito mais  escuro ainda. (techo 1 aqui.)

Paro numa parada em que não pára de chegar  partidas com muitas moscas que, mesmo reclamando, também pagam para dar uma parada no banheiro de papelões pelo chão de estrelas decadentes.

Quem tem isenção nessa terra de fedor é quem cobra venenosa sem vacina, pois o posto tava fechado para obras com verbas desvairadas de borboletas coloridas de casulos enrustidos, que já apodreceram ao relento faz um certo túnel do tempo.

É tudo uma grande parada cardíaca-rodoviária sem desembaçador, pois  melhor estar só do que acompanhado pelas dúvidas que se molham ao sol de sombra de meio dia, meio rala, meio rola, que pinga um pelotão de fuzilamento no mictório.

Engulo sem sentir o gosto desse poço de osso, carne e pentelho, que saiu do infinitivo do pretérito do presente num caminho reto para construir estrada na encruzilhada com despacho rápido de placa de contra-mãe.

Por aqui não, por aqui não, por aqui não.

(De um lado para outro feito para-brisa-forte-sem-gelo-baiano.)

Pisca alerta de crise de identidade autenticada em duas vias esburacadas.

Tem muito algo de falso nesse cabelo, que quer tudo aquilo que não leva jeito, tentativa frustrada que nem chegou a nascer direito por falta de fórceps naquele dia sem anestesia ampla, geral e irrestrita.

Por isso me encanto em dó menor, nessa dor não compartilhada, que cresce feito rolo em forno de silêncio de aniversário.

Nada me irrita menos do que cabelo de armário, sem parada de orgulho encaracolado por meias de mulher na cabeça para ver se estica o pão que o diabo amarrou.

Sou um não sem sim, meio chegado ao país do talvez.

Vivo de beber até a última gruta de colírio que tanto colho em um tipo de cama sem roda, pois esqueci o estepe em algum lugar sem alça.

O vício dentro de um surto, perdeu o “r” num susto de bola ou búlica.

Toda loucura é um nicho de percepção de um determinado ninho que te aceita e você nunca será, apesar de querer ter ido para algum lugar do outro lado oculto da rua.

A frustração é essa bala doce dentro de pântano depressivo cheia de filmes coloridos em 3D, que você não tem ingresso, nem óculos, nem bengala para poder enxergar os buracos de ozônio.

E no dia que se esforçar muito já sentaram no teu lugar.

Aquele robô que engole certezas coloridas e arrota em preto e branco numa vida meio farinha tosca em saco vazado, que nunca vai parar em pé.

O The End é triste para os que nunca morrem de forma nenhuma, mesmo que parem de respirar.

E é por causa disso que falta essa sanidade básica do país nos sonhos que não terminam com os búzios de uma cartomante alucinógena.

É uma loucura combinada em concílio num lugar de sigilo que nenhum telescópio há de pisar na grama, que é proibido para determinadas sandálias de baixo calibre.

Enterro, assim, sem pompa, ou reza, todo dia um  incenso de vergonha nas samambaias  junto ao mata mosquito elétrico, sem direito à apelação.

Mas mesmo assim o que tem de zumbi de retirar entulho por aqui, é uma festa de arromba cheio de penetras.

É fato: todos os presídios levam ao mesmo coma alcoólico.

A pena é essa contemporaneidade passageira, que a tudo come e a tudo vê, repleta de prisioneiros de carne de segunda e osso de primeira de percepção.

Estamos enterrados num hoje interessado de anestesia.

Por isso prefiro as privadas dos gatos de aquário infantilizado pela hipnose, já que os relógios estão se mexendo de um lado para outro.

Quanto mais quero controlar as moscas, mais mosquitos me aparecem.

Ando sempre parado em filas de dobrar continentes desfuncionais.

Sou abuso de surra de cinto, que vem descendo banguela de geração de energia elétrica ecológica abaixo do desamor de pai para trilho.

Até encher de porrada o pote de luz apagada.

Vou da enseada dos sofrimentos, onde as lágrimas pingam feito chuva sem nenhuma segurança aparente.

Enquanto não proíbirem determinados robôs de terem filhos, a hipocrisia continuará a ser a mãe de todas as tradições de papelão em caixas de vazios existenciais que se encontram para empacotar os trouxas.

Vive-se num mundo, mas em outro,  já que você não tem permissão de olhar na fechadura onde as coisas de fato acontecem pra valer.

A física há de achar esse outro lado na linha do equador explícito.

Feliz é aquele que ri das próprias piadas que não entende.

A eles o céu está fazendo reforma para receber os próximos jogos olímpicos.

Te digo por causa disso: achar vaga hoje em dia sem sofrimento está cada dia mais ficando de noite.

Já tentei combater a minha estima baixa com saltinhos e pulinhos, mas são tantos lança-perfumes franceses em pequenos frascos que ultrapassam o sinal fechado da minha gaiola, que não toma banho de alpiste faz uns gilós.

Meu desejo de eternidade múltipla com Wi-fi faz de mim esse conservador de latas enferrujadas, que não achou ainda o hospício adequado para transformar sofrimento líquido (que escorre) em fuga sólida.

O ônibus parte comigo quase dentro de mim como quem nunca passa de uva, sempre cheio de freio nervoso como um sistema.

Tudo é percepção, menos esse balançar de corpos cansados que chacoalham realidade sem spray de propaganda  em sorrisos apedrejados.

Rotina causa cegueira crônica na retina, pois já vem emprenhada de berço sem camisinha por versões interessadas de si mesma.

Sou contradição em movimento circular, mas não me arrependo de nascer, já que não tive uma certa culpa e o suicídio não deixa de ser uma porta sempre entreaberta, sem fila.

A onipotência do motor adora cheiro de graxa.

Prefiro, assim,  os sem-vergonha, pois o erro é professor que ganha pouco de perguntas, já que as mercadorias sorriem muito, mas não me amam, nem a você!

Eu acredito em zumbis, principalmente, no jardim dos mercados de flores cinzas, onde colho tulipas desbotadas.

Ego, progresso, passarinho.

Lá longe onde toda rabiola sem pipa é floresta cotidiana desmatada, light.

A lógica faz xixi no jornal, domesticada, pela própria natureza infantil das coisas práticas.

Rezo ao cair de joelhos no fim da tarde, pois acredito apenas nas meias-verdades, de carteirinha de estudante, já que conhecer é despoluir a morte cheia de falsas virgens verdadeiras.

O  caminho me destrói a falsa sensação de lanterna de meia idade sem pilha.

Fica o feito, pelo prefeito, pois  escolheste a ilusão que te equilibra mais do que as outras, pois algumas te alimentam e outras te vomitam.

O vício é essa  necessidade mal interpretada a procura de um plutônio menos tóxico para ir levando a usina adiante, sempre escada rolante acima, quando tudo desce e você nem sobe.

Esse micro-ondas esquenta minhas dúvidas, pois já deixei de beber verdades absolutas faz tempo, desde que me desequilibram faz quase ontem.

Mas tá passando….

 

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(Caderno filosófico achado na sarjeta para  escutar barulhos de concha do mar morto para saber se existe alguém ainda vivo . Obra ficcional para quem acredita na realidade. E realidade para quem acredita em ficção).

TRECHO 1 – de um ponto obscuro a outro mais obscuro ainda.

No meio da estrada, havia um ônibus….

… de lá de dentro joguei meu senso de rídiculo ao vento a alguns quilômetros em salto triplex sem direito à piscina.

Ri disso, até muito, diga-se de passagem depois de detonado pela santa família da civilização, andei por aí cheirando carreiras de sol e desberlotando luas.

Sou mais outro zumbi de plantão na emergência do horizonte hemorrágico,  espelhando cara de normalidade, que ninguém da casa de ferreiro vive bem com a ferrugem do espeto de pau.

Há em mim, faz tempo, essa falta de censo de ficar contando ridículos pela rua de crachá na mão.

Já tentei, mas não consigo me suicidar a mim mesmo por mais incenso que já tenha tomado em posição de lótus e de mega-sena.

Talvez não seja por isso que esses bois incólumes passam lentos aos centos pelo canal a rabo de olho pela janela emperrada nesse longo tédio animal.

Os bois não problematizam o holocausto dos rodízios.

A cortina marrom diarréia-bebê balança no berço da janela, produzindo um som de DJ sem oportunidade:

flapt-flopt…..

….flatp-flopt…

…..no calor condicionado.

O ridículo é cela indivisível de passarinho trouxa.

Come alpiste transgênico para passar o tempo bem engomado a ferro.

Conhecer gaiolas causa sofrimento com dores no corpo e náuseas, um tipo de dengue mosquiteira, que se forma pelo corpo em poças de águas-vivas sem protetor solar.

Acredito piamente nessa tecla só.

Não tomei os analgésicos coloridos dos contos de fadas que devia.

Meus discos estavam tão arranhados assim?

Amadurecer no galho deve ser algo assim – subir no alto da árvore mais alta com marquise estreita e gritar para dentro do próprio tronco:

Quem é  puta da fila para feliz sempre? Cadê as portas dos duendes de pedra, dos gnomos de laranja e fodas madrinhas?”.

Ponto parágrafo de ônibus sem banco e exposto à chuva!

Ninguém é ninguém nessa terra da nuca, esse arrepio que não me sobe nunca.

Meu capitão é gancho que segura estrelas.

Pode anotar, no final do arco-íris vão acabar descobrindo um pote de contos infantis patrocinado pela indústria dos remédios.

Lá onde as ondas de frustração surfam depressão.

E assim se arrasta a falta de humanidade cheia de felicidade, onde a tristeza se esconde em alguma lugar no meio da tarde.

Euforia, tu farias, eles talvez.

Somos mais receita do que versos.

Tenho em mim essa anestesia de veia saltada, de salto mortal e pirueta (uma palavra pra lá de foda).

Uma droga aminiótica, aminésica no cordão umbilical na marginal do Paraíso.

A rádio anunciou que tá tudo parado por causa de caminhão cheio de problemas existenciais sem autenticação.

Ordem e cartório.

Deixa a vida me levar….pela janela escondida daquele quarto curto e obscuro, para onde rolam quase todas moedas do mundo.

Há sempre uma indústria interessada em cada flor-de-vício!

Assobio com os dentes trepados feito coelhos.

Minha cara tem vários buracos, até cabelos, mas não tem vergonha.

Jogo tudo para o salto.

E dá cara, coroa.

Só me restou o diálogo com meus zíperes pacientes.

Já não sobrou mais ninguém são?

A vergonha é gaiola da China, em Miami oprimida num discurso quase sem legenda.

Da poltrona 12, com vista panorâmica para o passo, pasto filosofias baratas e cascudas com códigos de barra e validade.

Sou pedra que tanto bate e nada fura.

Fura-se.

Quando fujo para minha labirintite sem placa de retorno enrustido.

Sem eco no peteleco das minhas fraquezas.

E se água mole encher o saco de bater na pedra dura?

Tenho ainda algumas dúvida, que me mantém por aqui só para saber até onde vou com essa mania, mãe de Deus.

Vomito todo dia sonhos de padaria de concurso público com quinquênio, anuênio – coisas que dão sono (e greve).

Há que se por a inquietação acima da desilusão de ótica que é a lida em diagonal.

Anoto tudo com muito calmante antes que tu traças tudo no almoço de fome de papel em brancas nuvens.

Quando nós – dinossauros-humanos –  passarmos as sinfonias ficarão todas para os insetos que restarem?

É tudo assim mesmo: tão formigueiro na via láctea sem agrotóxico em pó esburacada de ozônio, não é?

A eternidade é esse silêncio comprido com vários anos-luz apagados.

Morrer talvez seja mesmo lembrarmos do tempo antes de entrar na barriga da mãe por buracos edipianos indiscretos.

Ela  aguarda no ponto de tricô e faz sinal de trânsito direitinho.

Sem pó ou ansiedade.

Só os robôs são felizes (e como tem robô por aí!).

Prefiro a loucura dos hospícios desconhecidos aos que me dão sonambulismo crônico.

Preciso urgente de  manuais de auto-ajuda de bolso para ler no banheiro da rodoviária para ficar muito tempo até gastar cada centavo dos 1,50 que paguei para não ter papel, tampo, trinco, espelho.

Falta tudo, mas se cobra cascavel muito bem.

Temos corte a sustentar, que não pára de crescer – como preás no cio da terra, que tudo dá quando não se planta nada.

Estou cada vez mais fora das fronteiras razoáveis do rídiculo dessa alfândega de vistos.

Vivo uma loucura de nicho!

Sobreviver exige rendição, confissão, engolir a óstia que o diabo amassou com pilão de caipirinha de lima de Passárgada.

Ajoelha e engole.

Sobrevivo como árvore sedutora de horizonte com folhinhas balançantes.

Vai ver que é esse movimento automático do vento esse tal de Deus.

Que Tanto Me Mandam Ir Com ele Ou Ficar Com ele.

O vento que ninguém venta.

Ando cansado de pipas, de papas, das rabiolas, das carolas, das gaivotas de filme de mar, menos da minha bic.

Essa bic confusa.

Ao mesmo tempo que abre, fecha todas as minhas gaiolas gramaticais.

Pasto agora, justo agora,  por uma cruz que andou de bicicleta onde tinha bêbados atropelando acostamentos.

E me rendo a tal verdade enterrada no presente para o futuro desencavar um dia de cada vez nessa gaiola flex.

Sou a cela da fuga que me prende.

Meu corpo, minha cela.

Est em mim latindo.

Só se sai quando se quer a bala ou pulando do bolo da cobertura (de glacê com cereja).

A filosofia barata tá cara de desejos enrustidos.

Queria sair do armário.

Mas foi ele que saiu de mim.

Talvez por isso ando cuspindo mágoas oceânicas, mas não mergulho nelas para não me afogar.

Se tivesse – ou fosse – uma tatuagem seria uma gaiola de fora.

Boi, batata palha e capim, palha na poça do poço.

Há forças invisíveis (no vento, principalmente), que lutam para se libertar de tudo que é contemporâneo.

Sou o imperfeito que me deprime só de descer na goela abaixo da ditadura do tudo pode desde que você se adapte aos trilhos que te pariram.

Conhecer não é só voar, mas cavar também cada vez mais raso.

Melhor as loucuras inconscientes do que as domesticadas!

Foda-se o mundo, Raimundo, com pedra ou sem no caminho.

A mentira, bem que tenta, mas não foge do túnel do tempo.

Loucura funcional num castelo disfuncional.

Mas quem vai dizer isso no trailer antes de tudo começar?

Confesso-me: tenho inveja dos robôs!!!

Sofro em extinção sem ONG protetora.

Dentro do poço sem escada de degraus cada vez mais deprimidos.

Sou eu que vou comprar pão velho de si mesmo todo dia, né?

Diz.

A tristeza é clandestina no barquinho do horizonte feliz.

Lá, onde os encontros projetados demais se desencontram com horas marcadas.

Não espero mais curvas, apenas dúvidas, pois meu pior defeito é a inquietude, quase febre.

O antigamente é líquido que escorre sem copo.

Minha perfeição fica em fogo baixo até onde essa banguela sem dentes me levar.

Nasci com essa doença terminal inesquecível, condenados a essa consciência emparadedada drywall – que se esconde dentro de cada um.

Me resta escolher passatempos mais sofisticados, humanizados por  sofrimento, talvez a única anestesia real.

Deixarei minhas ilusões e o meu apodrecimento para os que ficam.

Amadurecer  é abrir negociação com o mané do Peter Pan, que mora na terra de Marlboro, onde só os fortes pedem ajuda.

Sofrer sozinho é dobrado

Sou paradoxo ambulante e na minha mão óculos escuros é 10 real.

Por mais que tente, a maquiagem do sofrimento acaba escorrendo pelos cantos dessa mal traçadas curvas e, com a sede de um século, bebo lágrimas que chovem em mim a cântaros.

Desenvolvi essa capacidade de chorar desertos sem cactos visíveis.

É essa merda, mas é minha.

Me esforço para recuperar a caixa-preta do piloto automático.

A verdade é: ninguém passou talquinho em mim para construir caminhos.

E fico aqui pedindo estrada.

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