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Archive for the ‘Papo Zen’ Category

Lista de chatices

O chato é aquele que…

…sempre acha que é cedo demais a hora que você resolve ir embora;

Que não entende que aqueles oito nãos eram para valer;

Que tem mil respostas e nenhuma pergunta;

Que não deixa o assunto fugir da sua compulsão predileta;

Que tem, como um fogão, oito bocas;

Que tem sempre conselhos depois de um ponto final;

Que te lembra, logo de cara, dos quilinhos a mais;

Que preenche os vazios falando mal dos que não estão presentes;

Que os vídeos e fotos dos filhos são de interesse internacional;

Que considera que quem liga para o celular sempre é mais importante do que
aqueles que estão ao seu lado;

Que adora fingir que mudam de ideia, desde que não mudem nada..

Lista em aberto…

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O poder do agora

Recomendo um livro interessante: O poder do agora que um amigo me recomendou.

O livro, escrito pelo alemão Eckhart Tolle é uma síntese de algumas idéias que já tinha lido bastante em Krishnarmuti. No primeiro momento, fiquei até com uma certa raiva, pois são idéias tão parecidas, que mais aparecem como plágio, do que propriamente idéias novas.

Superei esta fase, pois o livro, conforme fui entrando nele, me parece um Krishnarmuti renovado, com algumas novas questões interessantes, uma forma de falar mais próxima do mundo atual, ainda com algumas reflexões futuras.

De qualquer forma, faltou um registro do autor sobre suas leituras do passado.

Basicamente, o poder do agora, ou a presença constante, parte de um conceito com o qual me afino bastante. Não somos o que achamos que somos. Nossa mente é uma parte de nós, mas deixamos que ela tome conta de tudo.

Assim, existe um ser maior que é sugestionado, condicionado, levado pela mente, que nos leva a não viver o momento atual, mas sempre o passado ou o futuro, como uma fuga da realidade.

Para sair dessa armadilha, é necessário que:

1) tenhamos consciência dessa armadilha;

2) que passemos a nos observar como se fôssemos dois, aquele que pensa e aquele que é;

3) que desenvolvamos cada vez mais a nossa capacidade de “estar” presente.

Se existe um caminho espiritual a ser seguido este me parece que passa pela minha praia.

O difícil é que o ambiente social, com seu tempo apertado o estímulo à velocidade, nos leva justamente para embarcar na canoa da mente que vive uma ilusão e não de estarmos presente com as pessoas e com os fatos que nos cercam.

Estamos, na verdade, presentes, mas ausentes.

Como modificar isso no dia-a-dia?

Como estar presentes e sobreviver?

Como trabalhar e continuar a estar presente?

São algumas questões que vou acompanhar no livro….

Vou desenvolver um “insight” que tive sobre este assunto ao ler dois autores diferentes: Paulo Freire e Eckhart Tolle no próximo post.

Girando.

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Fuja dos “normalpatas”

Com o meu tempo de estrada e na eterna batalha para diminuir minha pisadas de bola no planeta terra, consegui perceber que a diferença entre nós é a forma com que administramos nossos problemas.

Sim, já foi o tempo que achava que fulano e beltrano não tinham problemas.

Nessa reflexão sobre a nossa relação com os problemas, pude perceber que temos algumas etapas na nossa vida nas quais nos relacionamos com eles da seguinte forma:

1) não tenho problemas;

2) tenho, mas não quero mexer com eles agora;

3) estou mexendo com eles, mas não está resolvendo (geralmente eternas terapias, que levam anos sem resultado);

4) estou mexendo e conseguindo alguns avanços.

(A diferença da fase 3 e 4 pode ser sutil e depende, obviamente, da avaliação de cada cidadão, não sendo a terapia a única forma nem de não resolver, nem de resolver.)

Obviamente, que cada um passa por estas fases de forma distinta, ora em uma ora em outra, mas há pessoas que se posicionam todo o tempo em uma fase destas.

Os que ficam na fase 1 eternamente, propagando para todos os cantos, que não têm problema podem ser chamados de “normalpatas”. O termo já anda por aí pela Internet.

Na conversa que rolou pós-post, o Adami deu uma ótima definição que vou reproduzir aqui para dar um destaque.

“(…) aquele indivíduo absolutamente despreocupado consigo e com os outros, que não ajuda e, pior, como eventualmente precisa de ajuda, atrapalha. O seu pior sintoma torna-se visível quando deixa de resolver um problema e, com isso, acaba afetando outras pessoas, inclusive por não assumir as responsabilidades pelo que faz (ou melhor, não faz). Com essa idéia, talvez tenha que ficar claro na definição de normalpatia que um problema, em si, não é transferível, embora a falta de solução do mesmo possa afetar os outros” (Revisão no dia 30/10, a partir do comentário do Adami, ver abaixo)

O grande problema quando você lida com um normalpata de carterinha é que na relação de alguém que nunca tem problema com você, qualquer problema que ocorrer durante o processo, de quem será a culpa?

Você pode fazer a sua auto-crítica, se você está procurando melhorar, mas do outro lado você receberá apenas uma confirmação: “É, você realmente tem problemas”.

Não é um diálogo aberto, mas fechado, em que um quer provar a sua normalpatia, justamente em cima de quem está procurando evoluir.

Assim, um grande problema de quem está na fase 4 é lidar cotidianamente com alguém da fase 1, pois quem trabalha seus problemas, passa o tempo todo fazendo auto-crítica e dialogando com os que estão à sua volta.

Quando cruza com o normalpata o processo tende a embolar.

Não é por aí?

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Este post é sequência da discussão sobre o “Fuja dos “normalpatas””.

Quando discutimos o problema de pessoas que não têm problemas, nos comentários entramos na discussão, ora afinal o que são problemas?

E vimos que temos os fatos da vida, ou os fardos da vida, que nos vêm a cada dia. E como lidamos com eles. Como disse no post O poder do agora estou lendo este livro, que é uma reunião de vários pensamentos orientais empacotados em uma forma bem palatável.

Ali, lendo e pensando na discussão que rolou no blog, veio uma discussão nova e interessante sobre problemas: todos os problemas são ilusões.

O autor defende que existem duas formas de definir como estamos no mundo: a vida como ela é e a situação de vida. A primeira você está em contato com o momento presente. Agindo de forma intuitiva, interagindo com o meio e reduzindo, assim, as cargas passadas e perspectivas futuras.

E a outra é a “situação de vida”, na qual deixamos a mente com seus problemas passados e futuros interferirem no agora.

Quando eu me referi aos normalpatas, aqueles que acham que não têm problema, seria na seguinte direção:

1) trazemos problemas emocionais da nossa vida que nos impedem de vivermos de forma plena o presente. Estes problemas são diagnosticados pela medicina, psiquiatria, psicologia, etc. São eles: compulsões, obsessões, bi-polaridade;

2) são traumas emocionais do passado que nos impedem de ver o presente como ele é, sem criar fantasmas, sem achar que estão nos perseguindo, sem achar que o outro é alguém, como o nosso pai ou nossa mãe, um irmão, quando, na verdade, é outra pessoa;

Assim, o que nos impede de viver o presente é saber administrar esses “problemas emocionais” que se repetem, as neuroses, segundo Freud, que nos turvam a relação com o mundo.

A “normalpatia” assim, pode-se dizer, que é a doença primária de não reconhecer estes “problemas emocionais” e viver o presente, com todos os seus fantasmas do passado e do futuro, sem perceber que o mundo é todo criado e não como ele realmente é, fazendo mal a ele e aos outros.

Vou citar o Eckart Tolle, pg 67:

“Quando criamos um problema, criamos sofrimento. Por isso, é preciso tomar uma decisão simples: não importa o que aconteça, não vou criar mais sofrimento, nem problemas para mim. É uma escolha simples, mais radical. Ninguém faz uma escolha dessas a menos que esteja verdadeiramente sufocado pelo sofrimento. E não se consegue levar esse tipo de decisão adiante a não ser acessando o poder do Agora”.

E complementa:

“Deixará, assim, de contaminar nosso lindo planeta, seu próprio espaço interior e a psique humana coletiva com a negatividade da criação de problemas”.

Que acham?

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