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Archive for the ‘Poemas’ Category

Casamento

Aceita este teu ser
que te acompanha
e te persegue sem segredo
por dentro
como uma uma loja de conveniência
(dia e noite)
como tua legítima sombra?

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Não fui eu?

Quem foi que inventou
Meu amor próprio?

Quem foi o impróprio
com meu eu?

Quem foi que
me inventou

Quem foi?
E quem deixou?

Se não fui eu?

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A crise do buraco negro

AGN_9x9

Meu universo
não rima mais
com minha galáxia.

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Serranas V

Arrumação

Preciso arrumar as minhas gavetas, pois tenho loucuras de armário;

Dose dupla

Tenho duas loucuras: uma me vive; outra, me mata;

Perfil

Tem gente que nasce para defender com unhas e dentes o que é dado e tirar a unha e o dente de quem não concorda;

Fantasma

Já fui náufrago
vivendo de rezas e gotas de chuva escassas.

Hoje, sou quase o rei da ilha, com um poço profundo de água fresca no braço.

E o que me intriga na minha vida de vento são estas pegadas na praia.

Será que o náufrago antepassado – morto a tiro e a facada e enterrado a sete mil palmos submarinos – fantasmeia de madrugada enquanto durmo?

Maldito!

Academia

Um saxofone é uma flauta musculada.

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Engaiolado

Engaiolado

Colocaram Durepox, não sei se de propósito, no meu coração. Ele até bate as asas, animado, mas não voa.

Galo

É o galo que sente a manhã e berra assustado? Ou a manhã abduzidora, que berra no galo?

Galo II

Ou será a noite infantil que berra para não ir embora, com o medo da morte estampado em cada estrela galada?

Galo III

A megalópolis tem galo apenas no nome.

Contradições de passarinho

Quero ter toda liberdade do mundo para cantar bem alto (desde que não saia da minha gaiola).

Saindo do armário

Sou um cara bem pé no chão (das nuvens).

Nuvens

E quem foi que disse que não existe chão nas nuvens?

Matem a cartomante!

Ser é esbofetear o destino,
não deixando a vida te levar em hipótese alguma para o lugar do nenhum.

Visitar a cartomante da esquina, se possível, a machadadas, enquanto rasga o mapa astral com estilete.

É, por fim, engolir apenas GPS orgânico, feito com ervas naturais, com teu próprio transgênico,
colhido no seu terreno mais vadio.

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Fragmentos da estrada

 

Na estrada

Placas obsessivas
me mandam colocar
teu cinto de insegurança.

Ponho?

Caixa

Cuidado, não abra minha caixa de afeto assim tão rápido.

Faz séculos que o que está empoeirado lá dentro não vê a luz do dia.

Não me admire tanto,
pois meu espelho é frágil.

Doido

Meu corpo de bengala, autista, ainda sonha feito criança.

Dorflex

Tenho dores tão antigas que já são amigas inseparáveis;

Prisão

Teu sorriso tem um quê de prisão perpétua;

Drogas

Não adianta me Rivotril que eu Voltaren.

Vala

Meu porre de estrelas, me ressaca direitinho.

Travessia

Suspiro-me de desejos de rio sem ponte, doido para me afogar de suicídios.

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Máquina de lavar trouxa

A ponta da faca pontiaguda aguarda meu murro de beco sem janela.

Sou-me essa máquina de lavar trouxa que enxagua direitinho sem gritar.

Parece até justo nesses dias que saio de muro – onde os blocos de Carnaval gostam de mijar – acabar engolindo amargos chicotes.

Sangro sem parar areia pelas pernas da ampulheta, essa porta fechada sem maçaneta.

Sou esse impasse de mágica incapaz de trocar os meus pés suicidas por outros mais confortáveis.

Meus dedos apertados clamam por uma maresia que me assopre pelo celular todas as resposta dos gabaritos mais altos.

Algo na veia que dê para passar raspando pelo Titanic.

Esse iceberg no copo me parece pouco para o porre de litros passageiros de ignorância – que preciso tomar, desde que nasci.

 Sou essa química que ainda não consegue se encaixar na tabela periódica.

 Sou meio assim: esse indefinitivo de berço.

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