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Posts Tagged ‘o poder do agora’

Caros amigos, gostaria de cumprimentá-los, antes de tudo, pela publicação no Brasil do
livro “O Poder do Agora”, de Eckhart Tolle.

Por caminhos longos e interessantes, acabei desenvolvendo uma amizade com um americano que estuda português quando tive em NY e trocamos presentes. Ele me enviou uma edição inglesa do livro e eu retribuí com a em português.

Recebi o original com Copyright de 1999 e com o prefácio para a edição mais popular “paperback”, “with a new preface by the author”, de 2004.

Estou lendo a edição de vocês de 2002, com copyright de 2002.

Bom, não sou um especialista na língua inglesa, sou apenas um estudante curioso, e, no momento, bem interessado no assunto do referido livro, no qual Toller nos ajuda a caminhar na direção de uma vida mais ampla e completa.

Com este espírito, comecei a ler o original e inglês e nas dúvidas resolvi recorrer à tradução para agilizar a compreensão. Mas a cada página fui percebendo diferenças bastante significativas entre as duas versões, tais como a completa supressão de frases, que me deram a impressão de que se tratava ou de uma obra revisada ou, uma tradução incompleta.

A versão inglesa, percebi, é muito mais completa do que a portuguesa, deixando-me deveras confuso.

Como não há explicações sobre o assunto no livro, fiquei na dúvida se são problemas de tradução ou obras distintas, com revisão posterior do autor. Exemplo?

Pg 4 do original em inglês:

I was wakened by the chirping of a bird outside the window. I had never heard such a sound beforer. My eyes were still closed, and I saw the image of a precious diamond. Yes, if a diamond could make a sound, this is what it would be like. The first ligh of dawn was filtering through the curtains. Without any tought, I felt, I knew, that there is infinitely more to light than we realize. That soft luminosity filtering throu the curtains was love itself. Tears came into my eyes (…)

Tradução, pg 10:

No dia seguinte, fui acordado por um pássaro cantando no jardim. Nunca tinha ouvido um som tão maravilhoso antes. Meu quarto estava iluminado pelos primeiros raios de sol da manhã. Sem pensar em nada, eu senti – soube que existem muito mais coisas para vir à luz do dia que nós percebemos. Aquela luminosidade suave que atravessa as cortinas da janela do meu quarto era o próprio amor. Meus olhos se encheram de lágrimas (…)

Note que uma frase interessante, a do som possível de um diamente, marcada em negrito, no inglês, foi cortada. Como este, em vários momentos do livro pedaços que vão dando um colorido ao  texto são saltados.

Não entro no mérito da tradução, pois, como disse, não sou especialista na área, mas mesmo quem sabe um inglês rudimentar precebe que o trecho acima não aparece na versão local.

Como acho que a obra do autor é um conjunto formado pelas partes, fiquei deveras curioso se são duas obtras distintas que ele melhorou na segunda edição, ou se são problemas graves de tradução.

Publico a presente carta no meu blog pessoal, pois tenho feito, como poderão ver, um trabalho de divulgação das idéias do livro e acho que este assunto é de relevância para os que gostam das idéias do autor.

Grato pela atenção,

PS – caso queiram, posso apresentar diversos outros problemas como este ao longo do livro.

Carta enviada através do form do site:http://www.esextante.com.br/ no dia 20/11/08.
Meu blog pessoal: cnepo.wordpress.com/

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O poder do agora

Recomendo um livro interessante: O poder do agora que um amigo me recomendou.

O livro, escrito pelo alemão Eckhart Tolle é uma síntese de algumas idéias que já tinha lido bastante em Krishnarmuti. No primeiro momento, fiquei até com uma certa raiva, pois são idéias tão parecidas, que mais aparecem como plágio, do que propriamente idéias novas.

Superei esta fase, pois o livro, conforme fui entrando nele, me parece um Krishnarmuti renovado, com algumas novas questões interessantes, uma forma de falar mais próxima do mundo atual, ainda com algumas reflexões futuras.

De qualquer forma, faltou um registro do autor sobre suas leituras do passado.

Basicamente, o poder do agora, ou a presença constante, parte de um conceito com o qual me afino bastante. Não somos o que achamos que somos. Nossa mente é uma parte de nós, mas deixamos que ela tome conta de tudo.

Assim, existe um ser maior que é sugestionado, condicionado, levado pela mente, que nos leva a não viver o momento atual, mas sempre o passado ou o futuro, como uma fuga da realidade.

Para sair dessa armadilha, é necessário que:

1) tenhamos consciência dessa armadilha;

2) que passemos a nos observar como se fôssemos dois, aquele que pensa e aquele que é;

3) que desenvolvamos cada vez mais a nossa capacidade de “estar” presente.

Se existe um caminho espiritual a ser seguido este me parece que passa pela minha praia.

O difícil é que o ambiente social, com seu tempo apertado o estímulo à velocidade, nos leva justamente para embarcar na canoa da mente que vive uma ilusão e não de estarmos presente com as pessoas e com os fatos que nos cercam.

Estamos, na verdade, presentes, mas ausentes.

Como modificar isso no dia-a-dia?

Como estar presentes e sobreviver?

Como trabalhar e continuar a estar presente?

São algumas questões que vou acompanhar no livro….

Vou desenvolver um “insight” que tive sobre este assunto ao ler dois autores diferentes: Paulo Freire e Eckhart Tolle no próximo post.

Girando.

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